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  <title>aprender</title>
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  <pubDate>Thu, 15 Mar 2012 10:21:46 GMT</pubDate>
  <title>sobre aprender</title>
  <author>m-aresta</author>  <link>http://maresta.blogs.ua.sapo.pt/21877.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Desde que me meti nestas coisas de mestrado e doutoramento que sempre me senti um passo atrás relativamente a todos os meus colegas. Na sua maioria professores (do ensino básico, secundário ou superior), sabiam de trás para a frente aquelas coisas dos estádios de desenvolvimento, e falavam, sabendo do assunto, de como uma criança aprende manipulando objetos, e formas, como aprende pela repetição ou pela interação com os outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eles falavam, eu ouvia e tomava notas. E, depois, quando chegava a casa, ia procurar saber mais sobre aquilo que - para mim - eram as bases de qualquer coisa que dissesse respeito à educação. Mas depois esquecia-me, porque aquilo que tentamos aprender porque achamos que precisamos de saber fica (tenho a certeza) guardado na memória de curto prazo e, como os peixinhos, basta duas voltas ao aquário para tudo se desvanecer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E pronto. Tal como a data de aniversário da minha mãe (que por muito que me esforce nunca sei se é a 10 ou 14 de Outubro), há coisas que não fixo nem à martelada e acabei por me habituar a, de cada vez que o tema vinha à baila, ir procurar os papéis onde tinha anotado o significado das coisa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas depois veio a Mariana :). Para quem não sabe - há ainda quem não saiba? :P - a Mariana é a minha grande obra, o meu projeto maior que o mestrado e o doutoramento, a minha mini-me. E, com ela, percebi que estas coisas dos estádios e das aprendizagens não são um bicho de sete cabeças, e que o aprender - a manipular, a falar, a comunicar - é tão natural como comer uma laranja: suja, pode ser doce ou amargo, mas sabe e faz sempre bem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E que, mais importante que saber tudo isto, é poder &lt;b&gt;ver &lt;/b&gt;tudo isto; ver uma criança crescer; ver que há coisas que têm de ser ensinadas - como as cores, que ela já sabe =)  -  e há coisas que se aprendem e apreendem naturalmente - como encaixar cubos uns nos outros, ou ordenar objetos do maior para o mais pequeno.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo isto não significa que desvalorize as coisas dos estádios e do desenvolvimento, ou que tenha desistido de saber mais sobre o assunto. Pelo contrário, interessa-me cada vez mais!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, tal como quem tira as fotos nos passeios acaba, na maior parte das vezes, por registar pedaços e não aproveitar o todo, decidi que (pelo menos para já) me vou deixar de ler sobre os detalhes crescimento e cognição... e dedicar-me ao verdadeiro &amp;quot;trabalho de campo&amp;quot; :) .&lt;/p&gt;</description>
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