<?xml version='1.0' encoding='utf-8' ?>

<rss version='2.0' xmlns:lj='http://www.livejournal.org/rss/lj/1.0/'>
<channel>
  <title>d&apos;a caixa</title>
  <lastBuildDate>Tue, 27 Sep 2011 15:26:06 GMT</lastBuildDate>
  <generator>LiveJournal / SAPO Campus Blogs</generator>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://maresta.blogs.ua.sapo.pt/16545.html</guid>
  <pubDate>Tue, 27 Sep 2011 15:26:06 GMT</pubDate>
  <title>Coisas de que gosto</title>
  <author>m-aresta</author>  <link>http://maresta.blogs.ua.sapo.pt/16545.html</link>
  <description>&lt;p&gt;          &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Gosto de imaginar que os livros acumulam as ideias e os sentimentos das pessoas que os lêem e que, por isso, quanto mais velho for um livro mais emoção consegue transmitir. Gosto de pensar que os livros que tenho no quarto (e que foram escolhidos a dedo e a letra) se abrem durante a noite e que as suas ideias e palavras percorrem o ar enquanto eu durmo. E que é por isso que os meus sonhos têm cores e sinto cheiros e texturas, e que é por isso que, num ou outro sono, sonho com pessoas que nunca conheci.&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;E gosto de imaginar que, quando sonho com um desconhecido ou conhecido, esse (desconhecido ou conhecido) também sonha comigo. E que, num dos milésimos de segundo que dura o sono, nos encontrámos no mesmo espaço que não é físico e vivemos algo juntos. Algo que recordamos, mesmo sem saber o quê, quando nos encontramos acordados e dizemos &amp;ldquo;eu conheço-te de algum lado, não conheço?&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Gosto de imaginar que  há coisas sem nome, ainda à espera de serem. E que os sons que não são palavras são as ideias no seu estado mais puro. E que, se nos esforçarmos um pouco enquanto fechamos os olhos, seremos capazes de conhecer mais do que aquilo que os olhos captam. E que poderemos, enfim, compreender que o mundo e a vida se definem por mais do que as coisas e as palavras que já existem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Que estas são apenas uma pequena parte, aquela que já foi descoberta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;E que, nos sonhos, temos muito mais para descobrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/p&gt;</description>
</item>
</channel>
</rss>
