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  <title>quinta-feira</title>
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  <pubDate>Thu, 03 May 2012 14:44:10 GMT</pubDate>
  <title>Inquietudes</title>
  <author>m-aresta</author>  <link>http://maresta.blogs.ua.sapo.pt/22799.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://letras.terra.com.br/antonio-variacoes/920273/&quot;&gt;António&lt;/a&gt; falava, como poucos o souberam fazer antes ou depois, deste estado que nos enrola e se enrola no peito e traz, aos dedos e aos lábios, a vontade de fazer algo que ainda não sabemos bem o que é. Uma vontade de olhar para o lado, de tentar ser super-homem e ver mais além do que as paredes e as nuvens que nos limitam o horizonte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Inquietude.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Começa no peito, não é? Assim como uma coisa. Orgânica. Feita de vontades e desejos daquilo que ainda não se sabe mas que já se sente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E depois passa para os ombros. Gosta das curvas, a inquietude (talvez seja por isso que nós, mulheres, somos mais inquietas e inconstantes que os homens: amamos a curva e a descida súbita, como se - na vertigem da curva e da descida - conseguíssemos gritar aquilo que nos consome).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E passamos a mão pelo cabelo, e detemos os dedos no pescoço (como a carícia que desejamos não sabemos de quem), e mordemos os lábios por dentro enquanto o nosso rosto - e o nosso corpo - se mantém sossegado escondendo, nesse sossego, a agitação que sentimos por dentro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agitação. É isso. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Será?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(cerro as mãos com força. nunca, mas nunca, deixarei que a inquietude que me arde passe para as teclas que tenho debaixo dos dedos)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Respiro fundo. Respiramos. Respiremos, portanto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E elevemos os olhos com a tranquilidade que sabemos ter quando é preciso, e respondamos com sorrisos, e sejamos afáveis e cordiais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inquietude, essa - aquela que se enrola no peito na vontade de fazer ainda não se sabe o quê - fica. Sempre. Como o segredo que guardamos e que nos faz, a nós mulheres, ser diferentes de todos os outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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    &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;(&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/user/davidfonsecamusic&quot;&gt;David Fonseca&lt;/a&gt;. um outro inquieto. aposto)&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description>
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