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  <title>segunda-feira</title>
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  <pubDate>Mon, 16 Jul 2012 15:45:04 GMT</pubDate>
  <title>A vida à superfície</title>
  <author>m-aresta</author>  <link>http://maresta.blogs.ua.sapo.pt/23967.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vem comigo. Quero mostrar-te mais do que aquilo que conheces, e fazer-te entender, de uma vez por todas, que a vida é mais do que aquilo que os teus olhos conseguem ver.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center; &quot;&gt;******&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center; &quot;&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se um dia me pudesse sentar contigo, por dois segundos que fossem &amp;ndash; tirados de um tempo que, não sendo já teu nem meu, seria por fim o &amp;ldquo;nosso&amp;rdquo; &amp;ndash; dir-te-ia que nem tudo se mede e classifica, e que não é preciso uma tabela ou um dicionário para encontrar significado para tudo o que a vida encerra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(a vida. um presente. o tempo presente. dois segundos que qualquer coisa que ainda não está resolvida e que, sem ser o que já foi nem o que ainda poderá ser, nos define durante um espaço e um tempo que não se voltam a repetir)&lt;/p&gt;&lt;p&gt; E se me pudesse sentar contigo nesse momento que seria só nosso, repetir-te-ia vezes sem conta que &amp;ldquo;o essencial é invisível aos olhos&amp;rdquo; e que, para saberes e te saberes, terás de ir mais fundo e olhar com mais atenção para tudo o que te rodeia e que &amp;ndash; de forma mais ou menos acertada &amp;ndash; te define e te contextualiza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E dir-te-ia que a vida é mais do que esse conjunto de listas e categorias que adoras. Que nem tudo o que conheces e o que virás a conhecer pode ser guardado numa dessas caixas ou gavetas que carregas contigo e que te ocupam espaço, e que há coisas que, não tendo razão de ser, simplesmente são.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deixa as listas. O que tens feito e o que ainda tens por fazer. Deixa os planos, e os esquemas, e as normas e as condutas. Deixa. Deixa-te.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aproveita estes dois segundos de presente, tão únicos e irrepetíveis que - ainda que tu queiras e eu queira - nunca mais voltarão a acontecer. São o meu presente para ti.  Dois segundos que te entrego e em que desapareço, para que possas ganhar espaço e tomar, como teu, o tempo e o espaço em que estás agora. Para que respires. Para que te (in)definas.  Para que sejas capaz de olhar mais fundo e mais longe do que aquilo a que te habituaste, e percebas, de uma vez por todas, que a vida à superfície encerra muito mais do que aquilo que os teus olhos conseguem ver.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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