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  <title>sexta-feira</title>
  <lastBuildDate>Fri, 22 Jun 2012 12:17:17 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Fri, 22 Jun 2012 12:17:17 GMT</pubDate>
  <title>Saudades</title>
  <author>m-aresta</author>  <link>http://maresta.blogs.ua.sapo.pt/23754.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Tenho saudades do tempo em que as palavras me saíam como chuva em dias cinzentos. Do tempo em que olhava para fora e os olhos se perdiam no espaço, sem me preocupar com o tempo e o caminho que demorava para regressar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Saudades desses dias, dos dias bons, em que o vermelho sabia a cerejas e o azul não era mais que a cor mais bonita do mundo. Do tempo em que ainda faltava tempo, em que o relógio era um adereço que eu não usava e os livros - mais do que trazerem as letras dos outros - se enchiam das minhas letras e das minhas próprias histórias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Saudade infinita desses tempos. Quando pensava &amp;quot;e se?&amp;quot; e me divertia com a ideia de que, se me apetecesse, podia virar à direita ou à esquerda e seguir por uma estrada que não tinha escolhido. Saudade do imprevisto? Não. Saudade da possibilidade. Da possibilidade de poder ser, de poder experimentar, da sensação de poder descobrir o que já todos tinham descoberto mas que eu - na entrada daquilo que é possível - sabia que ainda me faltava conhecer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nada me prende. Nada me constrange. Nada me ata.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Falta-me apenas a força. E sobra-me a saudade.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 13 May 2011 11:03:43 GMT</pubDate>
  <title>ao lurker que existe em cada um de nós</title>
  <author>m-aresta</author>  <link>http://33d42d9d-6962-460d-a9cc-ff6f7476cc82.blogs.ua.sapo.pt/477.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Já não me recordo da primeira vez que ouvi falar em &amp;quot;lurkers&amp;quot;. Na altura, a figura que me veio à cabeça foi a de um sapinho (não daqueles do Campus mas daqueles que fazem crrrrroc, crrrrroc) e, como a imagem não era simpática, percebi logo que não podia ser coisa boa. E, a avaliar pelo que dizem e escrevem por aí, não é mesmo...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o dicionário aqui do mac,&lt;i&gt; to lurk&lt;/i&gt; é:&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center; &quot;&gt; &lt;img border=&quot;0&quot; style=&quot;border-color:black;&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://fotos.ua.sapo.pt:80/wQdz7DRycBfEiZ1YQUuI/s320x240&quot; /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center; &quot;&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller; &quot;&gt;(desconfio que, depois do &lt;i&gt;ambush &lt;/i&gt;e do &lt;i&gt;threat&lt;/i&gt;, o impacto do &lt;i&gt;without making one&apos;s presence known&lt;/i&gt; não seja assim tão grande...)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os lurkers são vistos como uma espécie de sanguessugas, agarradinhos a quem tem conhecimento, a ver e a ouvir mas a não contribuir. Uma cambada de egoístas e anti-sociais, portanto. Ocasionalmente surg um autor que se atreve a dizer que o &lt;i&gt;lurking&lt;/i&gt; é uma fase (normalmente vivida por quem entra pela primeira vez numa comunidade) e que depois a coisa passa e, qual flor que desabrocha, os indivíduos passam a espalhar conhecimento e participação e a serem assim uma coisa tipo uau. Mas são poucos. E tímidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não gosto de rótulos e de etiquetas em geral, nem deste em particular. Deve ser por isso que, ontem, o meu coraçãozinho de lurker se encheu de alegria ao ver a imagem que acompanhava este &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://twitpic.com/4wrosx&quot;&gt;twitt do Scott Leslie&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center; &quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.ua.sapo.pt/bnO3W9JVd9GJtQnoezKD&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; style=&quot;border-color:black;&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://fotos.ua.sapo.pt/bnO3W9JVd9GJtQnoezKD/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Porque é mais ou menos isto: há aqueles que gostam de participar porque sim (são activos, e participativos, e entusiasmados, e chatos) e há os que gostam de ouvir, pensar e depois dizer alguma coisa. Como eu :).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;São opções ou formas de estar, e que não são nem melhores nem piores que as outras: corremos riscos, podemos passar a ideia de desinteressados e até ser penalizados nas notas. Podemos perder a oportunidade de participar e, decididamente, somos uma nódoa em temos de timming.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas merecemos respeito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(quanto mais não seja porque somos muitos... escondidos, mas muitos. e temos fisgas)&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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